sábado, 12 de fevereiro de 2011

Verdade


Durante muito tempo tinha uma teoria de que me tornei uma pessoa independente e determinada porque era filha do meio. Achava que tinha desenvolvido estas características como forma de sobrevivência numa família de 4 filhos, onde nunca fui muito mimada


Um dia esta teoria caiu por terra. Primeiro porque sou a única dos 4 que tem esta personalidade, mas o que realmente me convenceu foi uma sessão de nostalgia quando ouvíamos umas gravações de cantoria da familia. Nela se destacava uma menina que cantava com um entusiasmo contagiante. Perguntei para minha mãe de quem se tratava. Ela olhou nos meus olhos, sorriu e perguntou: Filha, você não se reconhece?


Neste instante percebi que nascemos com nossa essência. Eh como se a personalidade fosse o DNA psicológico, estah embutido em nos desde que nascemos e nada podemos fazer para mudar. Se eu pudesse definir a composição no meu DNA diria ser energia e transparência, desde que me conheço por gente sou reconhecida por estas características.


Confesso que nem sempre soube usa-las bem. Como tudo na vida a forma e intensidade que atuamos pode determinar sua qualificacao. Ser enérgica pode ser ótimo quando precisamos resolver rapidamente um problema, mas pode ser péssimo num processo de aprendizado. O mesmo com a transparência magoei muito e também ajudei demais sendo sincera.


Confesso que a verdade, uma versão da transparência, sempre me acompanhou de forma muito próxima. Ela eh a minha melhor amiga, aplico nas minhas decisões pessoais e profissionais, nas minhas amizades, colegas, trabalho e amor.


Mas ela nem sempre me trouxe felicidade ou tranquilidade, as vezes quando ela eh muito dura, recorro a outra amiga, nem tanto fiel, nem tanto saudável, procuro a ilusão.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O fim de uma era

Hoje numa reunião de trabalho um amigo disse que frase que refletia o sentimento de todos na sala: o ano é novo mas os problemas são velhos. Quando ele soltou esta pérola foi inevitável as gargalhadas de alivio. Verdade, por mais que o fim do ano tem a capacidade de renovar nossas esperanças e sonhos, muito do que somos e vivemos se mantém no decorrer do ano seguinte.

Os processos de renovação geralmente tem períodos mais longos e imprecisos de duração. Eles variam muito, mas uma coisa é certa: antes de um começo geralmente existe um luto, uma tristeza, um fim de uma era. Mudança de emprego muitas vezes vem decorrente de uma frustração da situação da posição atual. A busca por uma terapia, um sofrimento profundo. Novos caminhos quando o atual parece um labirinto.

É sempre difícil atravessar o fim de uma era. Isto porque não se sabe o que se espera desta nova situação e tudo que é novo nos deixa desconfortável. Outro aspecto é aceitar que perderemos algo: seja a companhia de colegas de trabalho, a segurança de um salário, a alegria dos amigos ou de uma postura da vida.

Acho que quanto mais conscientes e atentos estamos sobre este fim, mas tranqüilo se torna o luto. Não conseguimos evitar lagrimas e sofrimentos, mas sabendo que ele é inevitável, o porquê e que ele é necessário para fircarmos melhor no futuro, pode trazer um certo equilíbrio. Como diz um amigo, é preciso criar vazios para surgir coisas novas na vida.

Estou numa fase meio esquizofrênica, vivendo fins e começos ao mesmo tempo. O mais engraçado é que nada esta acontecendo como imaginava, os fins certos são cada vez mais questionáveis e os começos, surpresas não planejadas e que me surpreendem de uma forma sutil e alegre.

É parece que estou no começo de uma era: a de que nada sei.